Steppenwolf
Às vezes me é difícil sentir conforme o que a realidade estabelece. Isso, muito embora me deixe um tanto assustado com a possibilidade de desviar-me completamente da rota que é minha obrigação seguir, muito embora eu o faça a contragosto, é também o que me faz me sentir único. Não exatamente não sentir, mas sentir nas pequenas coisas algo extraordinariamente maior do que eu posso explicar. Talvez, muito provavelmente, significa mais pra mim do que pra quem fez existir. E talvez meu destino seja o mesmo, isso é o que quero, a melhor dentro das alternativas que eu posso delinear, ainda que borradas, na minha mente.
O lobo da estepe.
Sei que sigo ilusão, mas saber não significa sair dessa estrada. Não adianta me criticar, que eu apenas adicionarei defeitos e derrotas. O problema eu quase entendo, só não aprendi a lutar contra ele. Não sei se estou disposto a tudo para isso. E talvez não participar da guerra signifique entregar-me ao inimigo…
Dentro do meu caos, o que tu pensas de mim é mais importante do que eu sou. Até que ponto eu consigo me sacrificar? Até que ponto eu acredito que sacrifícios são necessários? Até quando eu ainda terei algo pra sacrificar? Eu olho pros céus, e chuva começa a cair, me refrescando a memória e confirmando minha existência; e a tua.
Quero um dilúvio de ti, que me leve pra longe. Quero-te perto e quero esquecer.
About this entry
You’re currently reading “Steppenwolf,” an entry on Air-conditioned Nightmare
- Published:
- January 29, 2008 / 4:24 am
- Category:
- filosofia vazia
- Tags:
- steppenwolf
No comments yet
Jump to comment form | comments rss [?] | trackback uri [?]